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quinta-feira, 17 de julho de 2014

História Política e Cultural do Brasil: introdução.


Pois bem, vamos ao cumprimento de mais uma promessa. Há um tempo atrás, no facebook, cobrados sobre nossos motivos para torcer contra a seleção brasileira, e também motivados em esclarecê-los para não parecer que tínhamos qualquer associação aos idiotas do #nãovaitercopa e afins, fizemos uma pequena dissertação. Dentre os motivos, destaca-se um que germinou esta nova série. É ilusório, e até mesquinho, ver-se como patriota, ou como ato de patriotismo, o brasileiro tão simplesmente torcer para o Brasil em época de copa do mundo de futebol. Patriotismo que não conhece as riquezas culturais, nem mesmo a própria história de seu país, é, no mínimo, semelhante a dizer que ama uma donzela tão somente por conta de suas nádegas avantajadas. Diríamos: isso não é amor, é safadeza. Pois bem, aquilo não é patriotismo...

Olavo de Carvalho há de concordar conosco: "A pressa com que nosso povo copia hábitos e modos de falar estrangeiros, dando mesmo a seus filhos nomes ingleses ou franceses, mostra uma profunda indiferença popular a uma cultura que nada tem a lhe dizer sobre o sentido da vida e que, no máximo, lhe fornece na música popular, no futebol e no carnaval os meios de se anestesiar , através de ruídos sem sentido, contra o sem-sentido da vida. Nosso nacionalismo, por isto, não pode se compor de verdadeiro amor à pátria, exceto em estreitos círculos..." (Olavo de Carvalho, 'O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota', p. 64).

Aqui, pois, é onde pretendemos expor o básico da história e literatura brasileira. Qual a finalidade? Ah, há várias! Estudamos história para compreender o presente. Entender como chegamos à nossa situação, como as coisas ficaram como estão, e até mesmo compreender como estão, demanda um estudo do background da realidade presente, de suas raizes. Há erros e acertos, também, a serem considerados, para repetir estes e evitar aqueles. No final, até mesmo para influenciar de maneira mais efetiva nossa época e tentar viver bem exige, para maior eficiência, a compreensão histórica, uma biografia do país. Afinal, se queremos mesmo conhecer alguém, não temos que saber sobre sua história? Pois bem, encaremos o país como uma pessoa, e perguntemos de onde ele veio, como viveu...

AS FONTES

Não há nada de especial aqui. Seguiremos algumas vídeo-aulas, o que diz que são informações patentes a todos que pretendem passar num vestibular.
* Iremos seguir o documentário 'História do Brasil' com Boris Fausto: https://www.youtube.com/watch?v=pSyE82yRaKU.
* A série de aulas de História do Brasil com o professor Schiavone: https://www.youtube.com/playlist?list=PL-5888xShjYp6bkqJ9Ro5Z6h_LH8P4kkm
* A série de aulas de História do Brasil com o professor Fábio Costa: https://www.youtube.com/playlist?list=PLQsPGRk_FFH-YBVMt6OqirHcokvTER27Z
* Literatura seguiremos o professor Fabiano: https://www.youtube.com/watch?v=fiiwGfm8b8Y
* E à professorea Greice: https://www.youtube.com/watch?v=VcgNsyJ2btI&list=PL-5888xShjYpkwIPfr_XPguudB7DXIJEn.
Quanto a livros, iremos, via de regra, citar particularmente três títulos:
* Breve História do Brasil - Renato Venâncio e Mary Del Priori;
* Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil - Leandro Narloch;
* História da Evangelização do Brasil - Elben M. L. César.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

sexta-feira, 7 de junho de 2013

INTRO



What Is This?

Como muitos de vocês, leitores (alguém?), sabem, escrevo também no blog Ministério Cristão Apologético. Meu interesse para com este blog aqui é amplo.
Por um lado, pretendo expressar minhas reflexões e buscar interlocutores para ampliar o fenômeno dialético. Ou seja, quero colocar minhas idéias em questão. Seguindo a máxima de que duas (ou mais) pessoas pensam melhor do que uma (desde que as demais não sejam acéfalos que só servem para estorvo), expor nossas idéias e lidar com as críticas acelera nosso desenvolvimento. Alguém pode perceber mais rápido (por uma série de fatores que não nos compete trazer à baila neste momento) um detalhe, e nos questioná-lo, de modo que tenhamos que arranjar uma explicação. Em suma, espero que meus leitores sirvam de antítese, para que cheguemos (ou, pelo menos para que eu chegue) a uma síntese.
Como no MCA temos espaço apenas para artigos estritamente apologéticos, resolvemos criar este espaço para outras reflexões. Algumas vezes vou expressar um assunto, uma tese filosófica que está sendo formada em minha cabeça; ou minha compreensão sobre determinado ponto, visando os fins supra-citados. Noutras, vou expor minhas perspectivas sobre assuntos que me interessam. Assim, é um espaço para meus palpites e pitacos também.
Ademais, por vezes tenho que dar explicações similares para as mesmas questões. Por isso, quero também usar este espaço para registrar estas explicações, e poder passá-las, sem precisar ter todo o trabalho de re-escrevê-las, re-elaborá-las...

O NOME DO BLOG

Ah, claro, não poderia deixar, nessa introdução, de justificar o nome do blog. 'Panacéia' (fiquei familiarizado com o termo ao ler o ensaio de Lygia Arauto Watanabe sobre Filosofia Antiga*¹) é um termo que, em suma, quer dizer 'um remédio para tudo' (quem quiser mais informações do wikipédia, clique aqui).
'Teo-referente' é uma expressão cunhada pelo filósofo Davi Charles Gomes para dizer que Deus é o ponto de referência para todas as coisas. Ele é o fundamento ontológico, inclusive, para a verdade (para uma familiarização com Davi Charles Gomes, veja esta entrevista. Noutra oportunidade, esclareceremos e aplicaremos o termo).
Portanto, buscarei as respostas, a partir de uma cosmovisão cristã (que, por definição, é biblicamente orientada), para todo tipo de questões que me vierem, desde que estejam dentro de minhas áreas de pesquisa.
Tenho esperança de que este blog trará algum benefício para seus leitores, e facilitará meu trabalho. Em tudo, que Deus seja louvado!
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*¹ Em 'Primeira Filosofia', 6ª ed., p.20. O legal deste capítulo é que ela trás à luz, para a filosofia antiga, a questão da crítica textual. Noutro momento faremos considerações sobre este texto.