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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Sobre os Dons - Conheça a Perspectiva Reformada sobre o Tema



Este é mais um artigo de recomendações. Vou listar aqui alguns bons vídeos de reformados sensatos falando sobre o que pensamos sobre os dons espirituais e a obra do Espirito Santo no que diz respeito à condução do trabalho eclesiástico. Isso me poupará o trabalho de correr, todas as vezes, à mesma lista de vídeos todas as vezes que tenho que indicar algo para um amigo e irmão que me pede tal tipo de esclarecimento. Alguma coisinha já fora exposta, outrora, no debate com o Júlio Severo, que colocamos aqui (veja que são três partes).

Primeiro, uma série do Reverendo Heber Jr.:

Dons Espirituais - Introdução
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4

Em seguida, vejam algumas exposições do Reverendo Leandro Lima:

Os Dons do Espírito (Parte 1)
Os Dons do Espírito (Parte 2)
O que a Bíblia diz sobre Dom de Línguas (Hangout)
O que a Bíblia diz sobre Dom de Cura (Hangout)

Temos também um doutor em Antigo Testamento falando sobre os dons do Espírito no Antigo Testamento. Falo do Reverendo Daniel Santos:

Manifestações do Espírito no Antigo Testamento
O Espírito Santo Concedendo Dons no Antigo Testamento

O seminário presbiteriano Ji-Paraná tem vídeos a esse respeito também:

Línguas Deformadas - Rev. Ewerton Tokashiki
Cessacionismo - Rev. Alessandro Santarelli
Provando os Espíritos - Rev. Zilmar Hotti
A Insensatez dos Profetas Falíveis - Rev. Wagner Nogueira
A Verdadeira Obra do Espírito Santo - Rev. Joares Morais
Falsas Curas, Falsas Esperanças - Rev. Evanderson Cunha
Apóstolos Entre Nós - Rev. Luciano M. Amorim

Finalmente, dentre os brasileiros, o atual vice-presidente da Ipb, Reverendo Augustus Nicodemus:

O Batismo com o Espírito Santo (Parte 1)
O Batismo com o Espírito Santo (Parte 2)
O que o Espírito Santo fazia antes do Pentecostes?
Exposição em 1 Coríntios 14
O que é Profecia? Existe Hoje?
Pentecostes: ontem e hoje

Agora, o famigerado congresso Fogo Estranho, onde figuras reformadas famosas fizeram exposições úteis para o interessado no assunto:

Provando os Espíritos - John MacArthur Jr.
As críticas de Calino aos calvinistas pentecostais - Steve Lawson
Cessacionismo - Tom Pennington
Depreciando o Pentecostes - R. C. Sproul
Uma Cura Mais Profunda - Joni Tada

Com tudo isso, qualquer interessado terá um material robusto para entender como os reformados encaram a questão, apesar das diferenças acidentais entre os vários pensadores apresentados.




segunda-feira, 8 de junho de 2015

Afinal, quem REALMENTE são "os evangélicos"?



Alguns estimados amigos e irmãos apreciaram um texto com a graça "Afinal, quem são 'os evangélicos'?", do jornalista Ricardo Alexandre. O título é interessante e, para todo bom cristão, há um desejo muito grande de verem-se apartados, inclusive no 'imaginário popular', de vários charlatões e reconhecidos malfeitores que se valem da religião para promoverem seus interesses e a tornam deplorável para o olhar do mais vil secularizado hedonista. Assustou-nos o fato de o texto estar na Carta Capital, nada afeiçoada à confissão cristã. A junção desses elementos despertou-nos à leitura. Escrita agradável e bem desenvolvida ['muito distante das que se veem nos textos deste humilde escritor que vos fala', destacariam alguns que inclusive vieram nos falar pessoalmente a respeito da
nossa dificuldade de expressão segundo seus respectivos pontos de vista], trouxe lá sua contribuição. Ele pareceu-nos querer atacar, principalmente, a 'generalização' [leia o artigo aqui].
Ok, de fato, a generalização apressada é algo reconhecidamente imprudente. Entretanto, é preciso tomar cuidado para não abrir a definição a ponto dela deixar de ser isso mesmo que pretendia ser: uma definição*¹.O tio Ari poderá nos ajudar (e falamos do bom Ari, ou seja, aquele macedônio, estagirita, da Grécia Antiga, filósofo reconhecido; e não um velho nada douto e sapiente que arroga autoridade de teólogo nos nossos dias ou de um tal boca suja que também intitula-se 'pastor'...)*².
Quando queremos definir algo temos que, primeiro, identificar um gênero (no sentido de 'classe', 'grupo maior') a qual determinado objeto de investigação se encaixa e depois distingui-lo das demais espécies. Façamos o exercício.
'Evangélico', para começo de conversa, é uma religião, e, como tal, acredita em alguma força maior e nalguma relação do home para com tal ser superior. Não é, pois, ateísmo, agnosticismo ou deísmo. Também não é uma ideia política, embora possa implicar em política; não é o nome de uma família ou de uma empresa, embora algumas igrejas têm famílias que parecem comandá-las como se lhes pertencessem, e outras parecem, de fato, empresas... Esse é o primeiro gênero que devemos salientar: é uma religião. Óbvio de ser dito, mas, a título de completude, necessário.
Em seguida, temos que nos lembrar de que há uma pretensão pelos ditos evangélicos de serem seguidores de Cristo, i. é., cristãos. Portanto, supõe-se algum vínculo com a figura histórica de Jesus. Portanto, não é de tradição oriental, embora algumas práticas cheirem a práticas orientais, como, por exemplo, a confissão positiva. Não é de linha muçulmana. Não é budismo. Não é de linha ocultista, mística, tal como as religiões de origem africana, embora algumas que se dizem 'evangélicas' tenham mais elementos dessas religiões do que elementos tradicionalmente cristãos. É, em maior ou menor medida, uma religião vinculada à pessoa de Jesus.
Mas não é qualquer Jesus. Os muçulmanos falam de Jesus como um profeta e nada mais do que isso. Há quem o veja como um grande mestre moral, e tão somente isso. Há ainda aqueles que o encararão como um espírito perfeito, que, meio que por emulação, nos levará à prática do bem. Concepções cada vez mais distantes. Remontando uma tradição 'moderna' (no sentido estrito do termo, i. é., algo pouco depois do Renascimento, ou ali 'encostada'), intitulada de Reforma Protestante - que por sua vez reivindica associação à um movimento mais antigo ainda, i. é., a fé da Igreja Primitiva - a qual reclamava fidelidade última às Escrituras Sagradas, 'evangélicos' seriam aqueles que pautam sua fé sobre Cristo tão somente naquilo que diz a Bíblia sobre ele. Esse é, ao menos em teoria, o discurso. Na prática, sabemos que não é bem assim e, bom, eis um critério para vermos se de fato estamos diante de um evangélico: é sua fé sobre Cristo tal como ensinada na Bíblia? Caso não seja, esse subgênero já teria de excluí-lo daqueles que reivindicam ser evangélicos.
Uma religião cristã fundamentada tão somente nas Escrituras. Se não quisermos nos delongar até às
controvérsias fundamentalistas do início do século XX, e entender quando é, exatamente, que o termo 'evangélico' surge, essa definição que inicia o parágrafo é mais do que suficiente para que façamos a peneira. Se perdermos esse parâmetro para dizer que 'evangélico É tudo', teremos a correta conclusão de que o termo é, o mesmo tempo, 'nada'. E, de fato, quando usamos de 'universais', estamos a alegar que tal expressão nos traga à mente algum conceito. Se o conceito diz respeito a tudo e a nada, não é um conceito, e a palavra torna-se menos significativa do que um arroto ou a emissão de uma flatulência, que ainda comunicam a existência de alguma vida (ou, a depender do odor, algo próximo à morte...) dentro do indivíduo.
É interessante, da parte do autor do artigo, demonstrar que o termo já não evoca mais nenhum conceito. Nesse sentido, ele está corretíssimo. Quando se perde o universal como um gênero que inclui todas as caraterística supracitadas, ele passa a não significar nada, e a incluir no seu conjunto cada vez mais elementos distintos, até que não se possa mais classificar qualquer coisa com aquele termo. É por isso, aliás, que muitos preferem se intitular de forma alternativa, como 'reformados', e.g., ao invés de 'evangélicos', para não serem confundidos com algo que está muito longe de ter algum parentesco com o que acreditam.
Mas não podemos, por conta da confusão gerada pelo termo, abrir mão de qualquer definição precisa que o termo costumava denotar. E nisso o autor peca. É um texto na 'Carta Capital', como já observamos, e, claro, era de se esperar que viesse eivado de vaidade politicamente correta. Sem uma definição, e salientando os vários tipos de pensamentos divergentes no seio da igreja cristã, deu a entender que se pode nomear cristão de forma legítima com as mais variadas crenças e práticas, pois haverá 'uma igreja para você'. Se há alguma intenção boa aí, há também um péssimo conselho. E, para isso, é interessante versarmos também sobre a questão das diferenças de pensamento.
Bons teólogos, sensatos, piedosos e notáveis acadêmicos distintamente cristãos protestantes notaram que há um 'mínimo divisor comum' entre os movimentos verdadeiramente cristãos. Embora haja uma disputa grande a respeito de quais são todos os elementos inegociáveis, há pontos pacíficos, tais como a criação da parte de Deus, i. é., que Deus é o criador do mundo e de tudo que nele há; a perfeição ontológica de Deus (como bom, santo, sábio, justo, todo poderoso, todo conhecedor, presente em todos os lugares e assim por diante). Trindade (incluindo a divindade de Cristo e pessoalidade do Espírito Santo); os méritos da nossa salvação como pertencentes a Cristo por pagar, na Cruz, a pena que cabia ao homem; a ressurreição literal de Cristo e sua segunda vinda visível. Isso é ser cristão bíblico. Há diferenças em várias questões periféricas, mas nenhuma dessas crenças podem ser omitidas ou serem contraditas por alguma outra crença nova. Feito isso, temos que considerar que tal 'particular' está fora do conjunto que poderíamos chamar de 'evangélicos', conforme definimos acima. Em poucas palavras, entre as igrejas e denominações que a partir da própria Bíblia poderíamos considerar cristãs há mais pontos de convergência do que pontos de divergência. E é nesse espírito que se unem para adorar a Deus juntos. Até aí temos 'ecumenismo'. Fora dessas paredes estaremos falando de sincretismo.
Se não fizermos essa distinção, corremos o risco de sermos precipitados, descuidados e tolos. Poderíamos tomar como 'evangélico' aquilo que não é, tal como chamar de pintura tudo e qualquer coisa que alguém fizer diante de uma tela. Se não estabelecermos parâmetros, perderemos as condições para dizer o que é uma produção artística, e o que é apenas uma bagunça diante de um tale em branco, embora para o leigo - há de se confessar - pareça tudo a mesma coisa.
______________
*¹ Para uma melhor compreensão do texto, sugerimos a leitura a partir do subtema 'Os Cânones da
Lógica', que se encontra no seguinte artigo: Introdução à Lógica Aristotélica
*² Para quem realmente não pegou a piada, estamos falando de Aristóteles.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Um debate com Julio Severo e cia. sobre cessacionismo (Parte 3)

ANÔNIMO 3 (?)
Eu não disse que o que colei apenas rebateria o argumento que foi a Igreja Católica que deu a Bíblia ao mundo! Por algum efeito (que não sei denominar, talvez o de tabela)também rebateu os seus argumentos que o Perfeito é a compilaçao do Canon! Também não sei o nome o argumento que estás a utilizar (talvez voce mesmo saiba) quando agora foca em dizer que nem "todas as igrejas" (já admite que muitas tinham) tinham livros canonicos, para justificar a extinção dos dons! até agora não consegui ligar os pontos!
E só para lembrar os pentecostais! Não precisamos de muitos malabarismos, pra saber que o perfeito que corintios cita é Jesus na sua volta! Aí sim cessará os dons! pq a igreja ja estará com o noivo!

Não esse argumento cessacionista que a cada concilio o que é perfeito muda!

Enfim, em ironia você tbm é muito bom! E a carapuça do que constatei nas suas argumentações serviu todinha!

PENTECOSTAL
Julio, você mexeu no ninho dos calvinistas.
Essa gente constrói seus fundamentos teológicos sobre princípios antibíblicos, e com blasfêmia camufalada ao Espírito Santo ainda tem a audácia de dizer que priorizam o Evangelho da Reforma.
Quem blasfema contra o Espírito Santo tem perdão?
Aquele que atribui a obra do Espírito Santo a demônios tem perdão?
Enganadores que se escondem atrás dos princípios difundidos por João Calvino.
É por esta razão que suas congregações estão à míngua, não avançando, mas pelo contrário, contraindo-se.

LUCIO
Antes de argumentar, alguns desarmes (para variar):
“Enfim, em ironia você tbm é muito bom! E a carapuça do que constatei nas suas argumentações serviu todinha!”
Bom, parece que concordamos que ironia não é algo bom a ser feito, pois incita a raiva, a ira pecaminosa. Agora, se eu faço, isso legitima a sua?
Ademais, onde foi que fui irônico? Poderia apontar? Li meu texto e, talvez, nesta parte: ‘ou não lestes com a melhor das atenções ou habilidades’ é que tenha se ofendido. Desculpe-me. Agora, como é que eu poderia dizer que você não compreendeu o que escrevi? Seja como for, se há vida espiritual e você, pondere como me responde e dose tudo com amor, que buscarei fazer o mesmo (inclusive, como já ensinava John Newton, já orei para você e os demais que comigo contendem).
Vamos aos argumentos.
‘Anônimo’ disse: “Por algum efeito (que não sei denominar, talvez o de tabela)também rebateu os seus argumentos que o Perfeito é a compilação do Canon!”
Meus argumentos? Mas, onde foi que eu advoguei este texto para afirmar minha posição cessacionista? Bater em um argumento que nem elenquei é, novamente, atacar um espantalho.
E, diga-se de passagem, não vi nem como seus argumentos lidaram definitivamente com este texto. Aliás, até entendo que este não me parece um texto muito bom para lidar com o assunto. O fato é que não o usei, e meus argumentos, junto a meu cessacionismo, permanece intacto se eu admitir que o texto se refere à parousia e o reino de glória.
“Também não sei o nome o argumento que estás a utilizar (talvez voce mesmo saiba) quando agora foca em dizer que nem "todas as igrejas" (já admite que muitas tinham) tinham livros canonicos, para justificar a extinção dos dons!”
Bom, vejamos o que eu disse. Possivelmente você se refere a um destes dois trechos:
‘no primeiro século, onde o 'dom profético' foi exercido, várias Igrejas não tinham, ainda, várias porções das Escrituras Neo-Testamentárias’
ou
‘...dizer que todas as igrejas tinham cópias particulares de cada texto neo-testamentário, é extrapolar as evidências’.
Bom, primeiramente, não me pegastes a cometer falácia alguma (não que eu tenha percebido). Para garantir, vou desdobrar o argumento e buscar elucida-lo.
Meu argumento fundamenta-se no fato de que as profecias eram substitutos provisórios para o cânon, que, primeiro, não estava completo até Apocalipse e, depois, mesmo após esse livro estar pronto, ainda não estava, bem como alguns outros, presentes em todas as igrejas.
Se não havia ciência do cânon completo em qualquer número de igrejas da igreja primitiva, meu argumento prevalece.
As evidências mais antigas que citastes não passam de uma lista incompleta do Novo Testamento e uma menção aos quatro Evangelhos. Certamente uma pesquisa mais profunda mostraria que os livros neo-testamentários em geral foram aceitos pelas igrejas, mas tudo leva a crer que, se havia alguma igreja como cânon completo no primeiro século, eram poucas. Tudo que preciso é entender que haviam igrejas que não tinham o cânon completo.
Usando os cânones da lógica, legados por Aristóteles no Órganon, temos as seguintes proposições:
‘Todas as igrejas tinham o cânon’ opõe-se a ‘Nenhuma das igrejas tinham o cânon’.
Os contraditórios, respectivamente:
‘Algumas igrejas não tinham o cânon’ e ‘Algumas igrejas tinham o cânon’.
É óbvio que os dois contraditórios dos opostos podem ser, respectivamente, verdadeiros. Portanto, não qualquer problema lógico em meu argumento.
“Não precisamos de muitos malabarismos, pra saber que o perfeito que corintios cita é Jesus na sua volta! Aí sim cessará os dons! pq a igreja ja estará com o noivo!”
Bom, embora a questão de 1 Coríntios 13 já tenha sido esclarecida alhures, preciso tecer alguns comentários breves (por conta do espaço) que esse seu texto me sugere.
Primeiro, o que acredito ter sido apenas um desvio comunicativo, quando dissestes: ‘não precisamos de muitos’, tende a sugerir que precisam somente de alguns. Claro, ‘malabarismos’ seria algo a se discutir. Pareceu-me que usou num tom pejorativo. O certo é que o único recurso usado para sua afirmação seria a analogia da fé, visto que a referência à parousia não é explícita. Ótimo.
Mas, não crer mais na realidade dos dons miraculoso (e é bom esclarecer que os cessacionistas acreditam na contemporaneidade dos dons não-miraculoso – cito Hoekema como exemplo) pode ser por mais motivos além da segunda e gloriosa vinda. Primeiro, não vejo, salvo um controvertido texto a Coríntio (quiçá Romanos) uma ordem para que tenhamos, como item imprescindível, os dons miraculosos para uma vida cristã saudável e legítima. Oração, leitura bíblica e prática do bem são essenciais para uma vida espiritual íntegra. A comunhão dos santos poderia ser acrescida. Mais que isso, parece-me obscuro.
Termino questionando-o: o que você já leu sobre cessacionismo, além deste texto do blog?

Pentecostal , está lendo o que eu escrevo?
Está animado a debater suas afirmações?
Intentou mencionar-me, ou foi só um texto de apoio ao Julio e a ele direcionado?
É porque acredito que suas afirmações estão equivocadas, e tenho argumentado em prol de minhas teses.
Dê uma lida, se ainda não deu.
Gostaria de libertá-lo dessa hostilidade sectarista aos cessacionistas.

JULIO
O que há para debater, senhor “teólogo” Lúcio? Você é rico em teses, porém pobre em verdadeiro conhecimento e experiência com Deus. O Apóstolo Paulo, que declarou que falava em línguas mais do que qualquer cristão de sua época, veria suas teses teológicas contrárias ao que Deus dá de dons sobrenaturais por meio do Espírito Santo como heresias. E pode ter certeza de que se ele estivesse vivo hoje, você receberia uma boa repreensão. No seu ministério terreno, Jesus frequentemente repreendia os fariseus, “doutores da lei”, que era os teólogos, cheios de teses, cheios de letra, cheios de diplomas, cheios de teologia, mas não conseguiam enxergar Deus na frente deles. Prova disso é que Jesus era Deus e estava na frente deles e eles nada viam e enxergavam. Nada mudou. Os homens cheios de teses e teologia continuam não enxergando nada de Deus mesmo quando Deus está na frente deles. Os “doutores da lei” continuam a mesma coisa ontem, hoje e, pelo visto, para sempre, para azar deles e dos que seguem as suas teses. Mas graças a Deus, para nossa bênção, o Jesus Cristo de Paulo e outros apóstolos é o mesmo ontem, hoje e para sempre.

LUCIO
Bom, Julio, acho que o debate contigo chegou ao fim. Acredito ter respondido a estas suas acusações alhures. Deixemos que os leitores decidam por si mesmos e oremos para que o Espírito guie todos os cristãos à verdade.
Estamos, ambos, comprometidos com nossas posições. Que o nosso compromisso com a verdade e com Deus e sua Palavra seja mais forte.

Deus o abençoe, meu irmão. :)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Um debate com Julio Severo e cia. sobre cessacionismo (Parte 2)

JULIO SEVERO
Lucio, quanta “lucidez” na teologia humana, falível e carnal e quanto falta de lucidez do alto. Driscoll não é um teólogo sistemático. Eu não sou tal teólogo. Jesus não era. Seus apóstolos não eram. Quem era? Os fariseus. E dizer que os apóstolos não tinham as Escrituras é um erro grosseiro. Como judeus, eles tinham o Antigo Testamento, que eram as Escrituras. Nunca deixaram de ser Escrituras. Não preciso ser teólogo para dar essas respostas básicas e, se a teologia fosse fundamental, os apóstolos teriam perdido a vez e Jesus teria escolhido apenas os fariseus para serem seus apóstolos. Os fariseus eram os grandes teólogos da época da Igreja Primitiva.

LUCIO
Julio Severo, meu irmão, sua resposta não foi satisfatória. Permita-me demonstrar o porquê.
Primeiro, a consequência de suas afirmações parecem-me levar à convicção de que os teólogos eram maus, e que a sistematização da teologia algo a ser evitado. É isso que concluis?

Depois, meu amigo, você compreendeu mal (ou me expressei mal) o que eu quis dizer. Não disse que os apóstolos não tinham as Escrituras, visto que, como observa Geisler e Nix no 'Introdução Bíblica', eram 'cânons vivos'. Eu disse que as Igrejas primevas não tinham o cânon, as Escrituras, ou melhor, não tinham a revelação final completa (cf. Judas 3).
Ademais, Jesus era sim um grande filósofo, um grande teólogo, bem como Paulo (pelo menos ele é preciso admitir o rigor teológico), Apolo, Nicodemus...etc.
Dizer que a teologia não é fundamental é dar um tiro no pé, pois, para tal, é preciso arquitetar um argumento teológico (sugiro o 'Crer é também pensar'). Para toda empreitada espiritual, mesmo para a oração, é preciso fazer teologia (se gosta do Cheung, leia o primeiro capítulo da Teologia Sistemática dele). Enfim, irmão, atacar meu argumento tentando inutilizar a teologia é algo insensato.
No mais, meu irmão, todo o resto do seu discuso pareceu-me um ad lapidem. Denegrir meu argumento como 'teologia humana, falível, isenta de lucidez e luz celeste' não passa de insultos a ele. :)

Não respondera a todos os pontos que levantei também, brother... :)

Aguardo respostas. :)

ANÔNIMO 3 (?)
Já que o Teólogo-Filósofo Lúcio gosta de falar tanto em silogismo e falácias - na minha pouca experiência no assunto, mas usando de observação percebo que todo o seu discurso é baseado na "pressuposição teológica" que a passagem bíblica: "mas quando vier o que é perfeito" 1 Co 13: 10)Representa o Canon pronto!

Aí fica a pergunta quando o Canon ficou pronto? Depois da Reforma?

Só a título de informação! e se servir de resposta ao Lúcio! Colo trechos do Site CACP (cessacionalista) quando rebate o argumento que foi a igreja católica que deu a bíblia ao mundo:

Abaixo nós catalogamos uma lista de livros que foram mencionados pelos escritores cristãos primitivos.

• 326. Atanásio, bispo de Alexandria, menciona todos os livros do Novo Testamento.

• 315-386. Cirilo, bispo de Jerusalém, dá uma lista de todos os livros do NT exceto Apocalipse.

• 270. Eusébio, bispo de Cesaréia, chamado de Pai da história eclesiástica, narra sobre a perseguição que o imperador Diocleciano lançou sobre a igreja cujo decreto requeria que todas as igrejas fossem destruídas e as Sagrada Escrituras queimadas. Ele lista todos os livros do Novo Testamento. Ele foi comissionado por Constantino para preparar cinqüenta cópias da Bíblia para uso das igrejas de Constantinopla.

• 185-254. Origenes, escritor de Alexandria, especifica todos os livros de ambos os Testamentos.

• 165-220. Clemente, de Alexandria, especifica todos os livros do Novo Testamento exceto Filemon, Tiago, 2 Pedro e 3 João. Mas Eusébio, que possuía os escritos de Clemente, disse que ele deu explicações e citações de todos os livros canônicos.

• 160-240. Tertuliano, contemporâneo de Orígenes e Clemente, menciona todos livros do NT exceto 2 Pedro, Tiago e 2 João.

• 135-200. Irineu, citou todos os livros do NT exceto o Filemon , Judas, Tiago e 3 João.

• 100-147. Justino, o Mártir, menciona os Evangelhos como sendo quatro em número e cita eles e algum das epístolas de Paulo e Apocalipse.

Assim, todos os livros do NT estiveram em circulação na era apostólica. Realmente, os apóstolos eles mesmos colocaram seus escritos em circulação no começo do cristianismo (Col. 4:16 – 1 Tess. 5:27). As Escrituras Sagradas foram escritas para todos (1 Cor. 1:2; Ef. 1:1) e toda vontade será julgada por eles no último dia (Rev. 20:12; João 12:48). Jesus disse que Sua Palavra permanecerá parA Igreja Católica não é a única a possuir a Bíblia nesses séculos de cristianismo
Portanto, Lúcio, você agora com a palavra: Fale sobre o que você acha o que é perfeição citada em Co 13 e diga se ainda continua com o mesmo pensamento que a igreja primitiva não tinha os livros do Novo Testamento?

LUCIO
Bom, desculpem-me a demora. Estive ocupado com questões particulares que não carecem de ser explicitadas aqui.
Bom, ao que parece, houve apenas uma objeção, feita anonimamente, contra meus argumentos.

Antes, permita-me tirar-lhe as pedras das mãos. Quando disse: "Já que o Teólogo-Filósofo Lúcio gosta de falar tanto em silogismo e falácias". Senti um tom de ironia nessas palavras. Uma provocação, em meio a um assunto delicado, não me parece surtir efeitos positivos. Então, que tal abandonarmos isso?

Bom, minha primeira observação é que 1 Coríntios 13 não é o único texto que fundamenta o cessacionismo. João 1:1, 14, 18 + Hebreus 1:1-3, 2:1-4 e Judas 3 também. Posso expandir o assunto, se quiserem.

No mais, percebam que ataca um (novo) espantalho. Suas palavras: "rebate o argumento que foi a igreja católica que deu a bíblia ao mundo".
Se minhas palavras foram entendidas dessa forma, então ou não me expressei bem, ou não lestes com a melhor das atenções ou habilidades.
Bom, nosso argumento está no fato de que, no primeiro século, onde o 'dom profético' foi exercido, várias Igrejas não tinham, ainda, várias porções das Escrituras Neo-Testamentárias. Simples assim.

"Assim, todos os livros do NT estiveram em circulação na era apostólica." Non sequitur, meu amigo. A indução não é taxativa. Permite-nos dizer, no máximo, que havia grande circulação dos livros. Quer que eu expanda este ponto?

Ressalto: claro que percebo que não foi a ICAR (particularmente Nicéia) quem deu a Bíblia ao mundo. Como F. F. Bruce observa, Nicéia apenas reconheceu o que já havia sido reconhecido.
Agora, daí dizer que todas as igrejas tinham cópias particulares de cada texto neo-testamentário, é extrapolar as evidências. Acho que isso é auto-evidente, mas, se quiserem, posso demonstrar.


No mais, seu argumento, anônimo, atingiu a pretensão romanista, e nada mais.

sábado, 16 de novembro de 2013

Um debate com Julio Severo e cia. sobre Cessacionismo (Parte 1)

Recentemente tenho participado de um debate em torno da questão cessacionista (para esclarecimento sobre o assunto, veja alguns destes artigos AQUI). O debate encontra-se no blog do Julio Severo, nos comentários (AQUI).

Achei por bem compilá-lo e aqui expô-lo.
Envolvi-me no debate quando um amigo pediu-me esclarecimentos sobre a questão, e indicou-me este texto.
O debate começou com uma simples crítica ao texto de Julio Severo (que, aliás, admiro, coadunando com este em suas posições éticas e até mesmo em seus ataques apologéticos à Igreja Católica). Posteriormente, tomou alguma proporção pouco maior, e outros foram envolvidos. Poupei-lhes os nomes, salvo o Julio Severo.
Meu intuito é que o debate promova esclarecimento e elimine o espírito sectarista e faccioso que perpassa a questão. E que os meus irmãos cessacionistas sintam-se reconfortados com suas posições.
Bom, ao debate.

LUCIO
Julio Severo, eu admiro muito seu trabalho, meu caro, e sei que esse artigo também está enraizado em suas convicções mais profundas de modo que refutá-lo poderá trazer grande incômodo. Mas, mesmo assim, me sinto no dever de corrigi-lo com breves observações.

Primeiro, irmão, cessacionistas acreditam e oram para que Deus faça milagres ou direcione sua providência de maneira especial (como conduzir fenômenos climáticos). É, de fato, uma grande confusão crer que os cessacionistas, por não crerem que Deus conceda 'dons miraculoso' mais, visto que eles tinham função específica de autenticação naquele período, não creem, também, que Deus faça milagres. Deus não fazia milagres somente mediante dons. Com essa distinção, acredito que todo o seu argumento cai, meu irmão.

Outro erro tão grave como esse se encontra em sua sátira no final do artigo. "Se Deus quiser, Ele pode me conceder sem que eu peça." Que cessacionista que pensa assim? Eu mesmo desconheço, irmão. Isso é confundir, de fato, cessacionistas com quietistas e, até mesmo, como você o faz, com deístas.
Até mesmo Cheung, que podemos considerar um continuista, e que também é um determinista, entende que os decretos não alteram nosso dever de orar, nem o significado da oração.
O cessacionista não crê que não é preciso orar para que Deus haja. Muito pelo contrário, crê tanto quanto qualquer outro cristão que a oração é um meio estabelecido por Deus para se alcançar muitas bençãos. Crê e ora! Sugiro a Teologia Sistemática de Charles Hodge para que você confira o que estou dizendo.

Um exemplo disto é quem vos fala. Sou cessacionista e canto o refrão do Ramones sem qualquer problema: I believe in miracles; I believe in a better world for me and you.
Hehe
Espero que corrija sua posição, meu irmão.
Lutar contra o cessacionismo é lutar contra irmãos. Concentre suas forças na luta contra o mal.

ANÔNIMO 1
Lutar contra o cessacionismo é lutar contra uma heresia, Lúcio. Possa Deus lhe dar lucidez.

ANÔNIMO 2
Mr. Lucio: considerando as palavras de Jesus “Pedi e dar-se-vos-á” e considerando que a igreja neotestamentária tinha o dom de profecia (com visões sobrenaturais) e que 1 Coríntios 14:1 nos instrui a buscar intensamente o dom de profecia que eles tinham, pergunta: Você ora intensamente pedindo o dom de profecia, com visões sobrenaturais? Você ora também para ter e ministrar no poder do Espírito Santo, com sinais, prodígios e milagres? O texto do Júlio parece significar exatamente isto. Porém se você for um cessacionista como os outros, você irá trazer sua teologia para desculpar sua descrença.
[Aqui pulamos uma série de textos que não julgamos relevantes à discussão]

CESSACIONISTA 1
Julio, infelizmente você conhece muito pouco do cessacionismo. Eu sou cessacionista, tal qual o Dr Augustus e oro todos os dias: por minha esposa, por meu trabalho, que seja luz para meus alunos. Oro agradecendo pela comida que como e agradeço a Deus pelo perdão dos pecados que Ele me concede todos os dias. A propósito, na semana passada o Dr Augustus escreveu sobre oração e a relação que ele tem com ela.

Oro quando fico doente, clamando pela ação sobrenatural de Deus e oro agradecendo a Deus a inteligência e capacidade que Ele dá para os médicos e cientistas, que desenvolvem remédios contra as doenças. Oro por meus irmãos quando eles ficam doentes e me pedem por interceder por eles.

Oro a Deus quando tenho que tomar decisões importantes na minha vida e peço Seu direcionamento. Aí tenho sempre a Palavra de Deus, rotineira e sistematicamente, lida e dentro do meu coração para Deus falar comigo.

Os teólogos reformados, todos oravam e ensinavam a orar. E o mais importante, oro porque a Bíblia me manda orar.

JULIO SEVERO
O importante, Marcos, é que o Rev. Mark Driscoll, como reformado, CONHECE MUITO BEM O 
CESSACIONISMO. E ele disse que é deísmo e mundanismo. Vincent Cheung diz que é falso ensino. Quem somos nós para discordar? Além disso, veja os links que coloquei depois artigo: Todos mostram a incredulidade do cessacionismo. Graças a Deus, como bem reconhece você, “conheço muito pouco do cessacionismo.” Conheço muito pouco também do deísmo e incredulidade. É importante conhecê-los? Claro que não! Quem conhece a Palavra de Deus sem a contaminação cessacionista (deísta, incrédula), já sabe o que é mais importante. O importante é conhecer a Cristo e sua voz. Jesus diz em João 10:3 que suas ovelhas OUVEM A SUA VOZ. Entre ser um bode cheio de incredulidade disfarçada de belos conceitos teológicos (exatamente como eram os fariseus, que diziam que oravam e liam a Bíblia) e uma ovelha que ouve a voz do Mestre, é tão difícil assim fazer uma escolha?

LUCIO
Olá, meus irmãos (espero que ainda assim mo considerem, depois de eu ter declarado-me cessacionista).
Vou respondê-los um por um.
Primeiro, temos que acalmar nossos ânimos, e discutir com mansidão, para, se estivermos errados, sabermos reconhecer e tergiversar. Antes de continuarmos, questionemos-nos: estaríamos dispostos a mudar?
Caso a resposta seja negativa, por favor, é melhor não continuarmos o debate, não é verdade?
Bom, vamos lá.
Primeiro, respondendo ao Anônimo 1.
"Lutar contra o cessacionismo é lutar contra uma heresia, Lúcio. Possa Deus lhe dar lucidez."
Primeiro, agradeço à oração para que Deus me dê lucidez. Se foi um desejo sincero, apresentado a Deus, estou agradecido.
Mas, como o Franklin Ferreira e Alan Myatt (na Teologia Sistemática) ponderam, heresia e erro teológico são diferentes. Heresia são erros que ferem algum princípio soteriológico, de modo que iniba e embargue a salvação. Acredito que o continuísmo de qualquer espécie seja um erro (e alguns da estirpe montanista chegam a ser heresia), mas não uma heresia, de modo que posso chamar muitos pentecostais de irmãos. Agora, se entende que o cessacionismo é uma heresia, então terá de mostrar como tal embota o conhecimento salvífico. :)

Depois o 'Anônimo disse': "considerando as palavras de Jesus “Pedi e dar-se-vos-á” e considerando que a igreja neotestamentária tinha o dom de profecia (com visões sobrenaturais) e que 1 Coríntios 14:1 nos instrui a buscar intensamente o dom de profecia que eles tinham, pergunta: Você ora intensamente pedindo o dom de profecia, com visões sobrenaturais?"
Bom, peço-lhe, e aos demais que acompanham o diálogo, que considerem a seguinte perspectiva: a Igreja primitiva não tinha as Escrituras em mãos, de modo que o conhecimento revelacional (especial) pleno não lhes era alcançável. O que teve de ser feito, então, era conceder estas instruções enquanto a Igreja não dispunha das Escrituras completas. Essa me parece ser uma explicação muito razoável.
Corrobora com ela o fato de não haver mais instrução nesse sentido em qualquer lugar das Escrituras, e de que a Igreja pós-apostólica, até onde sei, também não praticou tais coisas. Somente no século IV, se não me falha a memória, é que Montano e sua estirpe tentaram abordar tais assuntos.

Atitude mais piedosa para mim é buscar estudar com dedicação as Escrituras e por elas ser orientado.

Ademais, os pontos de esclarecimento e distinção que observei nem mesmo foram considerados... =/

Bom, é isso aí. Aguardo as respostas e, se preciso, amplio os pontos. :)
E Julio, meu irmão, também não achei justa a sua resposta ao Cessacionista 1. Permita-me intrometer-me na conversa entre vocês.
Primeiro, o Driskoll não é um grande teólogo sistemático. Não é autoridade sobre o assunto.
Depois, o Cheung, ao mesmo tempo que condena o cessacionismo, condena o arminianismo como heresia mortal, e tudo mais que não está de acordo com seus pontos doutrinais. Portanto, levantar a posição de Cheung aqui não ajuda muito.
Ademais, acredito que você cometeu uma gafe, irmão, a saber, que para que critiquemos uma posição com propriedade é preciso que a conheçamos melhor.
Depois, ao enquadrá-la na categoria de deísmo e incredulidade, faz-se injusto, como postei no meu primeiro comentário, para com o cessacionismo e para com os cessacionistas. Todos os cessacionistas que conheço (pessoalmente ou por livros) oram e acreditam que Deus pode realizar muitos milagres.
Por fim, você diz, o que concordo, que "O importante é conhecer a Cristo e sua voz. Jesus diz em João 10:3 que suas ovelhas OUVEM A SUA VOZ". Mas isso é já admitir, desde o início, que sua posição é a bíblica, ou seja, pareceu-me uma petição de princípio. Todo aquele que estiver convicto de sua posição como bíblica dirá o mesmo, e, tal como eu, apreciará sua convicção. Ainda assim o debate está aberto.

Vou elaborar um silogismo para que observem que estão a fazer uma falácia chamada afirmação do consequente:

1) Se é deísta não acredita na intervenção de Deus na história.
2) Deus intervir por meio de dons miraculosos é uma forma de intervenção de Deus na história.
3) Alguém não acredita que Deus intervenha por meio de dons.
4) Portanto, esse alguém é deísta.


Viu só? Afirmação do consequente. :)